Colocar professores nas escolas todos os dias? Vai ser possível já em 2027, diz Governo
“Esperamos começar a fazer [a colocação diária de professores] no início de 2027”, disse Fernando Alexandre aos jornalistas à saída de um primeiro de cinco encontros com diretores de agrupamentos e autarcas para apresentar o novo organigrama do Ministério da Educação.
Quando no final de março apresentou aos sindicatos a proposta para alterar o paradigma da contratação de professores, substituindo as diferentes modalidades por um concurso externo contínuo ao longo do ano, o ministro antecipou que as novas regras pudessem ser implementadas na contratação de professores para o ano letivo 2027/2028.
A ideia do Ministério é substituir os atuais mecanismos de contratação de professores - o concurso externo anual, as reservas de recrutamento e a contratação de escola - por um “concurso de professores em moldes totalmente novos”.
O governante explicou tratar-se de um concurso externo contínuo, a decorrer ao longo do ano letivo, que permitirá preencher, de forma imediata, vagas que forem surgindo, decorrentes, por exemplo, de aposentações ou baixas médicas.
O ministro da Educação, Ciência e Inovação disse ainda aos jornalistas que o novo modelo de organização do Ministério, que na prática se traduz em duas superestruturas, uma dedicada à avaliação e outra à gestão, terá “dimensões muito importantes que vão influenciar imenso a qualidade do sistema educativo, nomeadamente a gestão de recursos humanos”.
“A colocação dos professores, a rapidez com que vamos fazê-la já é muito superior àquela que encontrámos, mas vai ser ainda muito mais rápida. Vamos poder colocar professores todos os dias e não há dimensões que tenham muito mais impacto do ponto de vista da qualidade do que isto”, disse, admitindo as fragilidades atuais.
Os professores em Portugal, admitiu Fernando Alexandre, estão “muitas vezes muitos meses à espera para poderem dar aulas”.
“Nós temos um sistema que é mesmo ineficiente, isto é, temos alunos sem aulas e temos professores que querem dar aulas e o Ministério ainda demora demasiado tempo a colocá-los na sala de aula”, afirmou.