Festival Literário do Douro chega em maio com celebração da poesia

A edição 2026 do Festival Literário do Douro (FLiD), que decorre entre 7 e 09 de maio, em Sabrosa, distrito de Vila Real, vai centrar-se na poesia. O evento conta com a participação de 20 poetas, ensaístas, artistas plásticos e músicos.
Agência Lusa
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16 abr. 2026, 10:10

João Luís Sequeira, diretor do Espaço Miguel Torga, disse que na oitava edição do FLiD se pretende “chamar a poesia para um primeiro plano da literatura”, considerando que esta é uma das formas de expressão “mais conseguida, complexa e mais bela”.

“É um pouco esquecida nos tempos que correm, as artes de uma forma geral e a literatura, mas, dentro da literatura, a poesia por vezes é um pouco secundarizada e a nossa ideia é puxá-la um pouco, dar mais atenção aos poetas, dar mais atenção à poesia”, realçou.

Com organização do Espaço Miguel Torga, da Câmara de Sabrosa, o festival conta com a programação do poeta Nuno Higino.

No Espaço Miguel Torga, instalado em São Martinho de Anta, terra natal deste escritor, vão decorrer debates, conversas e concertos, com o FLiD a arrancar com a inauguração da exposição de pintura de João Dixo, que tem a curadoria da neta do artista, Sara Dixo.

Nesse dia, a antiga ministra da Cultura Isabel Pires de Lima fará uma conferência subordinada ao tema “Humanidades para ler o escuro na contemporaneidade” e António Domingos fará uma sessão de poesia de Álvaro de Campos.

O FLiD mantém a sua aposta na ligação com os alunos e as escolas, designadamente com os agrupamentos de escolas Miguel Torga, em Sabrosa, e o Morgado Mateus, em Vila Real.

Os autores João Pedro Mestre e Rachel Caiano vão falar com alunos do segundo ciclo e a professora Idalinda Fitas estará com alunos do primeiro ciclo.

João Luís Sequeira realçou a proximidade entre escritores e o público proporcionada pelo festival, considerando que é já “uma marca do FLiD” que se pretende “aprofundar tanto quanto possível”.

O programa do festival contempla debate subordinados a temas relacionados com a literatura e a escrita, designadamente “Para quê poetas em tempos de penúria?”, “Todas as artes são artes da poesia?”, “A poesia e o pensamento onde se encontram?” e “A poesia aprende-se?”.

Serão ainda apresentados os livros “Menos uma hora nos Açores”, de Rui Assis, “Fábulas Angolanas”, de Luandino Vieira, e “Pessoa, Portugal e o Futuro”, de Onésimo Teotónio Almeida, projetado o documentário “Amor em quarentena”, de Nuno Vieira, e o concerto de Lavoisier encerra o FLiD no dia 9.

Haverá também uma feira do livro e uma romagem ao túmulo do escritor Miguel Torga (1907-1995), em São Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real.